ROMBO BILIONÁRIO: Zema deixa Minas com dívida de R$ 179 bilhões e estado à beira do colapso fiscal
DESTAQUECIDADEPOLÍTICA
O governador Romeu Zema encerra seu segundo mandato deixando Minas Gerais com uma dívida que já ultrapassa R$ 179 bilhões. O cenário, somado ao déficit de R$ 11,3 bilhões no início de 2026, provocou forte reação de parlamentares em diferentes esferas.
Na Assembleia Legislativa, a Lohanna França criticou duramente a condução fiscal do governo. “Minas chega a um dos piores momentos da sua história financeira. O estado perdeu capacidade de investimento, serviços foram fragilizados e a conta dessa política está sendo empurrada para o povo mineiro”, afirmou.
Na Câmara dos Deputados, o deputado federal Rogério Correia também apontou problemas na gestão. “Não se pode governar abrindo mão de bilhões em arrecadação com isenções enquanto a dívida explode. Isso compromete o presente e o futuro de Minas”, disse.
Outro parlamentar que se manifestou foi o deputado federal André Janones, que classificou a situação como preocupante. “O estado chega a 2026 com uma dívida gigantesca e sem capacidade de reação rápida. É um cenário que exige responsabilidade e transparência na explicação para a população”, declarou.
Já na esfera estadual, o deputado Cristiano Silveira destacou o impacto das decisões econômicas. “O governo fez escolhas que reduziram a arrecadação e não priorizaram investimentos estruturais. Isso ajuda a explicar por que Minas chega a esse nível de endividamento”, avaliou.
Entre os principais pontos levantados pelos parlamentares estão as isenções fiscais, que teriam alcançado cerca de R$ 24 bilhões, além da redução de investimentos em áreas essenciais, como infraestrutura e prevenção de desastres.
Com a saída do governador em março de 2026 para se dedicar à sua pré-candidatura à Presidência da República, o estado passa a ser comandado pelo vice-governador Mateus Simões, que assume com o desafio de administrar um dos cenários fiscais mais delicados do país.
Nos bastidores políticos, o consenso entre críticos é de que Minas entra em um período decisivo, em que será necessário rever políticas fiscais e retomar a capacidade de investimento para evitar o agravamento da crise.
Foto: Divulgação





