PREFEITURA DE BELO HORIZONTE reforça vacinação contra o sarampo diante da baixa cobertura da segunda dose
DESTAQUECIDADE


Capital registra apenas 74,2% de cobertura vacinal na segunda dose da tríplice viral; imunização é essencial para evitar a reintrodução da doença e está disponível gratuitamente nos centros de saúde.
Ilustração: PBH / Divulgação
A Prefeitura de Belo Horizonte reforça a importância da vacinação contra o sarampo e alerta a população para a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada. O chamado ocorre em razão da circulação do vírus em algumas regiões do país e da baixa cobertura da segunda dose da vacina na capital, que atualmente está em 74,2%, abaixo da meta mínima de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
A imunização contra o sarampo é realizada por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola. O imunizante está disponível durante todo o ano nos 153 centros de saúde de Belo Horizonte e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante, de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de gotículas eliminadas ao tossir, falar ou espirrar. Além de apresentar sintomas como febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite, a doença pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, encefalite, sequelas neurológicas permanentes e, em casos mais graves, levar à morte. Por se tratar de uma doença de notificação obrigatória, qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente aos serviços de saúde.
Embora o último caso confirmado de sarampo em Belo Horizonte tenha ocorrido em 2020, a Secretaria Municipal de Saúde mantém vigilância constante do cenário epidemiológico. Segundo a diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica, Tatiani Ferreguetti, a prevenção depende diretamente da adesão da população à vacinação.
“Mesmo sem casos recentes na capital, o risco existe enquanto houver circulação do vírus em outras regiões. A vacinação é a principal forma de proteção individual e coletiva, e manter o esquema vacinal completo é indispensável”, destaca.
De acordo com o calendário nacional de vacinação, as crianças devem receber duas doses da tríplice viral: a primeira aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos até 29 anos precisam ter duas doses registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Para pessoas de 30 a 59 anos, é necessária pelo menos uma dose da vacina. Já os idosos com 60 anos ou mais podem ser vacinados em situações específicas de risco, mediante avaliação de um profissional de saúde.
Os trabalhadores da área da saúde, por estarem mais expostos ao risco de contaminação, devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade. O imunizante é contraindicado para gestantes e para bebês com menos de seis meses de idade.
Documentação necessária
A aplicação da vacina é feita após a avaliação do histórico vacinal de cada pessoa, conforme a faixa etária e as recomendações do Ministério da Saúde. Por isso, é fundamental apresentar a caderneta de vacinação no momento do atendimento. Também é necessário levar um documento oficial com foto e CPF, para conferência dos dados e registro das doses.
A Prefeitura de Belo Horizonte reforça que a vacinação é um ato de cuidado individual e coletivo, fundamental para evitar a reintrodução do sarampo na cidade e proteger toda a população, especialmente crianças, idosos e pessoas com maior vulnerabilidade.
Mais informações sobre o sarampo, seus sintomas e formas de prevenção estão disponíveis no portal da Prefeitura de Belo Horizonte.

