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Hospital filantrópico de BH começa a atender gratuitamente pacientes do SUS com cirurgias e procedimentos especializados pelo Agora Tem Especialistas

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Por meio do Agora Tem Especialistas, Hospital da Feluma realizará mais de 1,2 mil cirurgias por ano na rede pública.

Foto: Divulgação

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Alessandra Barbarini - Ministério da Saúde

O programa Agora Tem Especialistas está levando pacientes do SUS para dentro de hospitais privados, onde são atendidos gratuitamente. Em Belo Horizonte e região, o hospital da Fundação Educacional Lucas Machado, a Feluma, primeiro hospital privado sem fins lucrativos a aderir a iniciativa do governo federal, já atendeu mais de 70 pessoas desde o fim de novembro, realizando cirurgias em diversas áreas, como oncologia, cardiologia, ortopedia e oftalmologia. Por ano, o hospital ofertará mais de 1,2 mil cirurgias para usuários da rede pública, convertendo R$ 2,8 milhões em serviço de média e alta complexidade para quem aguarda pelos procedimentos.

No local, os pacientes da rede pública de saúde realizarão mais de 30 procedimentos ofertados pelo hospital da Feluma, como retirada de tumor de mama com preservação do órgão, ablação de taquicardia, hernioplastia, correção cirúrgica de estrabismo, e excisão de tumor do colo do útero. Os beneficiados são encaminhados à instituição pela secretaria municipal e estadual, que gerenciam a fila local do SUS.

Como contrapartida aos atendimentos prestados, o hospital privado de Belo Horizonte e todos que já estão atendendo pelo programa receberão créditos financeiros para pagamento de tributos federais vencidos ou a vencer. Essa é uma das ações do programa do governo federal, que, ao credenciar hospitais filantrópicos e privados, amplia a capacidade de atendimento da rede pública nos estados e municípios, reduzindo, assim, o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

Depoimento de quem já colhe benefícios do Agora Tem Especialistas

Além dos procedimentos cirúrgicos, o hospital também realiza a avaliação diagnóstica de câncer de mama e câncer gástrico, áreas prioritárias do programa. Foi o que ocorreu com Dalva Maria Soares, de 59 anos. A escritora mineira encerrou 2025 aliviada após meses de angústia com a suspeita de um tumor maligno na mama.

Em janeiro deste ano, Dalva foi no Centro de Saúde Cachoeirinha, no bairro de Cachoeirinha, em Belo Horizonte (MG), para realizar os exames preventivos que faz anualmente. A mamografia mostrou um sinal de malignidade e a enfermeira pediu para ela repetir o exame depois de seis meses.

Quando retornou ao posto, foi comunicado que seria atendida na Feluma pelo programa Agora Tem Especialistas, do governo federal. “Lá, fiz a nova mamografia e o laudo saiu no dia seguinte. Na mesma semana, fiz outros exames e conversei com o mastologista, que me encaminhou para a retirada do tumor˜, contou Dalva. “Pouco tempo depois me operei, em sete de novembro. Já em 1º de dezembro, recebi a biópsia com a vitória: sem sinais de malignidade”, celebra.

Dalva afirma que o ponto principal para o tratamento ser mais leve foi a agilidade para ser atendida, obter informações e realizar a cirurgias. “Foi tudo muito rápido. O atendimento foi maravilhoso desde a recepção, passando pela segurança, equipe de enfermagem e a cirurgia. Tudo foi feito com equipamentos de última geração. Em todo o tempo tive um atendimento muito digno, de excelência mesmo”, afirmou.

Dívidas federais convertidas em mais atendimentos para o SUS

Iniciativa inédita do Agora Tem Especialistas, a troca de dívidas federais (vencidas ou a vencer) por mais atendimentos para os pacientes da rede pública é um mecanismo inovador do programa. Para participarem, os hospitais privados e filantrópicos devem manifestar interesse e informar os serviços que têm a oferecer. Em seguida, além de avaliar a capacidade técnica e operacional desses estabelecimentos, o Ministério da Saúde verifica se a oferta de serviços disponibilizada atende as necessidades do SUS nos estados e municípios.

Com o pedido de adesão aprovado, os estabelecimentos de saúde são credenciados e passam a fazer parte de uma espécie de prateleira de serviços, que poderá ser consultada pelos gestores de saúde municipais e estaduais. Esses serviços serão usados para suprir as necessidades locais e regionais em sete áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia e nefrologia.

Em todo o país, mais de 150 propostas de instituições privadas, com ou sem fins lucrativos, já foram aprovadas. No total, o governo federal encerra o ano de 2025 com R$ 150 milhões em contratos com instituições privadas que serão revertidos em serviços especializados para a população.

Atualmente, nove hospitais privados e filantrópicos já estão atendendo os pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas: o Hospital das Clínicas em Alagoinhas (BA); a Fundação Lucas Machado/Feluma, em Belo Horizonte (MG); o Centro Especializado em Olhos Cynthia Charone, em Belém (PA); o Hospital e Maternidade São Francisco, em Niterói (RJ); o Hospital Santa Terezinha, em Sousa (PB); a Santa Casa de Sobral, no município do mesmo nome (CE); e os hospitais Santa Maria e Med Imagem, ambos em Teresina (PI); e o Hospital Maranhense, em São Luís (MA).

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