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GUARDA MUNICIPAL DE BH acolhe mulheres vítimas de violência doméstica com atendimento em tempo real

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Programa Proteja Mulher já assistiu mais de 400 vítimas e utiliza aplicativo que permite acionar viaturas imediatamente em casos de emergência.

Mulheres vítimas de violência doméstica em Belo Horizonte contam com um importante apoio da Guarda Civil Municipal por meio do programa Proteja Mulher, que oferece acolhimento, acompanhamento contínuo e atendimento rápido em situações de risco. A iniciativa combina atuação humanizada com tecnologia para garantir mais segurança às vítimas.

Um dos relatos que mostram a importância do programa é o de Silvia (nome fictício), de 68 anos, pedagoga e moradora do Bairro Santa Mônica. Ela foi uma das mulheres acompanhadas pelo Proteja Mulher e destaca o apoio recebido durante um período difícil.

“Agradeço à equipe da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte, do Programa Proteja Mulher, pelo acolhimento afetivo e profissional que me dedicou durante o período em que fui vítima de violência doméstica. Após a solução do meu problema, não me canso de dizer que as mulheres não têm que sofrer caladas e sozinhas. Elas devem criar coragem para procurar esse serviço da Guarda”, relata.

No ano passado, 289 mulheres foram assistidas pelo programa, que atualmente acompanha 136 vítimas de violência doméstica e familiar. Essas mulheres recebem visitas periódicas das equipes da Guarda Municipal, tanto presenciais quanto remotas, garantindo monitoramento e apoio contínuo.

Outra mulher atendida pelo projeto é Leda Ganz, de 65 anos, aposentada e moradora do Bairro Santa Cruz. Ela também destaca o impacto do trabalho realizado pelo programa.

“A Guarda Municipal faz um trabalho de grande alcance social para mulheres de todas as idades que passam por violência dentro de casa. Durante o período em que fui vítima, as guardas do programa me visitaram de 15 em 15 dias. Me sentia totalmente acolhida, tratada com carinho, como se fosse da família. Fico orgulhosa em saber que a Prefeitura de BH realiza um trabalho de proteção às vítimas com profissionais altamente preparados”, afirma.

Tecnologia para garantir proteção imediata

Uma das principais ferramentas do Proteja Mulher é o aplicativo EbodyGuard, instalado no celular das mulheres atendidas pelo programa. Atualmente, 96 vítimas utilizam o aplicativo, que permite acionar diretamente a Cabine Lilás da Guarda Civil Municipal.

Quando o aplicativo é acionado, uma viatura é enviada imediatamente ao local, garantindo rapidez no atendimento e proteção à vítima.

A Cabine Lilás funciona 24 horas por dia na Sala de Controle Integrado do Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), onde agentes capacitadas realizam atendimento especializado para mulheres e meninas em situação de violência.

Além dos chamados feitos pelo aplicativo, a central também recebe solicitações pelo telefone 153 e pelo Botão de Importunação Sexual, integrado ao aplicativo da Prefeitura de Belo Horizonte e destinado aos usuários do transporte público da capital.

Ao receber o chamado, os agentes têm acesso a diversas informações cadastradas previamente pela vítima, como a existência de medidas protetivas, doenças que exigem atenção no momento do atendimento, características do agressor, informações sobre veículos e até a presença de animais domésticos na residência.

O sistema também permite o acesso à geolocalização da vítima e ao áudio do ambiente em tempo real. Dessa forma, mesmo que a chamada não seja concluída, os agentes conseguem reunir dados suficientes para enviar uma equipe ao local e prestar o atendimento necessário.

Além do botão de emergência, o aplicativo permite que as mulheres armazenem evidências, como registros de áudio e imagens, que podem ser utilizadas posteriormente como provas em processos judiciais.

Mais de 400 atendimentos desde a criação

Desde a criação do programa, em 2024, até fevereiro deste ano, 409 mulheres foram atendidas e acolhidas pelo Proteja Mulher. Desse total, 19 atendimentos ocorreram em 2024 e 285 em 2025.

Somente nos dois primeiros meses deste ano, 105 mulheres ingressaram no projeto, o que demonstra a crescente procura pelo serviço e a importância da rede de proteção para mulheres vítimas de violência.

De acordo com a subinspetora Aline Oliveira dos Santos, coordenadora do Grupamento Especializado de Proteção à Mulher (Gepam), as vítimas podem ser encaminhadas ao programa por diferentes canais da rede de proteção.

Entre eles estão Cras, Creas, Ceam Benvinda, além do sistema de Justiça, incluindo Judiciário, Ministério Público, Polícia Militar e Polícia Civil. Também é possível que o encaminhamento ocorra após atendimento direto da Guarda Municipal em casos de flagrante de violência doméstica.

Atuação integrada na proteção às mulheres

O Grupamento Especializado de Proteção à Mulher, iniciativa da Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção, atua de forma integrada com a Diretoria de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de Belo Horizonte, além de órgãos do sistema de Justiça.

O trabalho inclui campanhas educativas, ações de prevenção, monitoramento de medidas protetivas e atendimento humanizado às vítimas de violência doméstica e familiar.

A atuação do grupamento também envolve combate à importunação sexual, divulgação de direitos das mulheres e orientação sobre canais de denúncia.

Além disso, equipes da Guarda Municipal realizam rodas de conversa em unidades de saúde, escolas e organizações da sociedade civil, além de ações educativas em espaços públicos como parques, praças, estações de ônibus, bares e restaurantes.

Essas iniciativas ajudam a fortalecer o conhecimento da população sobre a rede de proteção às mulheres e contribuem para romper ciclos de violência, ampliando o acesso das vítimas ao apoio e à segurança em Belo Horizonte.

Foto: Divulgação

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