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Festival “ChoradaRia” leva a musicalidade do choro e a poesia da palhaçaria para espaços públicos de BH

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O evento ocupa, até o dia 23 de abril, praças e centros culturais da cidade com rodas de choro, espetáculos de palhaçaria, oficinas formativas e mostras. Na próxima sexta, dia 10, acontece a mostra Música, Improvisação e Palhaçaria, no Centro Cultural Usina de Cultura (Ipiranga), e no sábado, dia 11, apresentação da dupla Cri Cri e Perém Pempém, com o espetáculo Chorando de Rir, e do grupo O Imprevisto, levando choro, forró e composições autorais para a Praça Manoel Batista Bahia (Mantiqueira). O acesso é gratuito.

A 1ª edição do Festival ChoradaRia – O Encontro do Choro com o Riso, uma celebração inédita que aproxima duas linguagens profundamente brasileiras: a musicalidade sofisticada do choro e a poesia irreverente da palhaçaria, segue com programação gratuita, ocupando praças e centros culturais de Belo Horizonte. Até o dia 23 de abril, o evento promove shows de choro, espetáculos de palhaçaria, oficinas formativas e duas mostras abertas ao público, convidando a cidade a viver momentos de encontro, riso e música. Informações no site da Cia Caxangá www.ciacaxanga.com.br e no Instagram @ciacaxanga.

O Centro Cultural Usina de Cultura, no bairro Ipiranga, recebe, na próxima sexta, dia 10, às 20h, a mostra de processos Música, Improvisação e Palhaçaria, resultado da oficina ministrada por Álvaro Lages. No sábado, dia 11, às 16h, a Praça Manoel Batista Bahia, no bairro Mantiqueira, será palco da dupla Cri Cri e Perém Pempém, com o espetáculo Chorando de Rir, com malabares e choro, seguido da roda Pipocando com o grupo O Imprevisto, trazendo choro, forró e composições autorais.

A programação tem continuidade no dia 18, sábado, às 17h, com o Cabaré Do Choro ao Riso, mostra conjunta em que músicos executam ao vivo a trilha para cenas de palhaçaria, resultado da oficina de Prática de Choro em Conjunto, com Marcelo Chiaretti. A apresentação acontecerá na Funarte-MG. No dia 19, domingo, a Praça Pisa na Fulô, no bairro Carlos Prates, recebe a palhaça Marisa Riso encenando o espetáculo Girô, e a Roda de Choro da UEMG/ESMU.

O encerramento do ChoradaRia acontece no dia 23, quinta, Dia Nacional do Choro, e reúne o espetáculo ParaChicos, do Grupo Maria Cutia, inspirado no cancioneiro de Chico Buarque, e a roda Alma Feminina, do grupo paulistano Choronas, referência histórica no choro feminino, na Praça Floriano Peixoto, no bairro Santa Efigênia.

Sobre o ChoradaRia

Mais do que um festival, o ChoradaRia nasce como gesto de memória, afeto e continuidade. O evento homenageia a artista Mari Carvalho, a inesquecível palhaça Esmeralda – pandeirista de choro e fundadora da Cia Caxangá (que assina o evento), ao lado de Lori Moreira. Mari, que faleceu em 2023, havia sonhado o festival ainda em 2015. Realizar o ChoradaRia é, portanto, cumprir uma promessa e manter viva a força criativa de quem acreditava no encontro entre música e comicidade. O pandeiro, instrumento que a acompanhou nas rodas de choro e no palco, torna-se símbolo do festival, costurando tradição e invenção, riso e melodia, e celebrando a arte que ela espalhou por onde passou. “A ideia do festival surgiu durante o Encontro Cultural de Milho Verde, em 2015. Numa noite estrelada, pisando o chão de terra, a Mari me disse: ‘e se a gente fizesse um encontro do choro com o riso? ChoradaRia!’. A ideia já nasceu com nome e tudo”, relembra Lori Moreira, atriz, palhaça e coordenadora geral do festival.

A primeira versão do projeto foi escrita em 2019 e aprovada em 2023 pelo Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte, no nome de Mari. Dois meses depois da aprovação, ela partiu. “Com a partida dela, eu prometi realizar esse sonho. É o cumprimento de uma promessa, uma homenagem feita de dor e alegria profundas. É o meu muito obrigada a tudo que vivemos juntas”, afirma Lori Moreira.

O conceito do Festival ChoradaRia parte de uma afinidade essencial: tanto o choro quanto a palhaçaria acontecem na roda, no encontro e na escuta. O choro, gênero surgido no século XIX, mistura virtuosismo técnico e improviso coletivo, evocando alegria, nostalgia e saudade. A palhaçaria, com sua comicidade física e jogo direto com o público, também vive do risco e da presença. “O choro tem partitura e improviso. A palhaçaria tem roteiro e presença no agora. Ambos dependem da relação viva com quem está ali”, explica Lori. “Um solo de cavaquinho e uma gag cênica têm algo em comum: precisão técnica e espaços de liberdade”, completa.

O festival assume essa afinidade e propõe uma experiência intergeracional. “O choro costuma ser muito acessado por pessoas mais velhas, que trazem a memória afetiva desse repertório. A palhaçaria tem forte apelo com o público infantil e jovem. Ao reunir essas duas forças, a praça vira território de convivência real. Queremos que quem venha pelo riso descubra a riqueza do choro. E que quem venha pela música se permita rir”, sublinha Lori.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Todas as atividades são gratuitas

Informações no www.ciacaxanga.com.br e @ciacaxanga

Oficinas e Mostras

07 a 09/04
Oficina Música, improvisação e palhaçaria – Álvaro Lages
Local: Centro Cultural Usina de Cultura - Ipiranga

10/04
20h - Mostra da oficina Música, improvisação e palhaçaria
Local: Centro Cultural Usina de Cultura - Ipiranga

11/04
16h – Chorando de rir - Cricri e Perém Pempém
17h30 – Roda de Choro Pipocando – O Imprevisto
Local: Praça Manoel Batista Bahia - Mantiqueira

14 a 17/04
Oficina Reprise – Gags Clássicas – Lori Moreira e Ricardo Ikier
Local: Centro Cultural Usina de Cultura - Ipiranga

15 a 17/04
Oficina de Choro – Marcelo Chiaretti
Local: Funarte MG - Centro

18/04
20h - Mostra Cabaré Do Choro ao Riso
Local: Praça Duque de Caxias - Santa Tereza

Espetáculos e shows

19/04
16h – Girô – Marisa Riso
17h30 – Roda de Choro da UEMG/ESMU - Grupo de Choro da UEMG/ESMU
Local: Praça Pisa na Fulô - Carlos Prates

23/04 (Encerramento – Dia Nacional do Choro)
19h – ParaChicos – Grupo Maria Cutia

20h30 – Roda de Choro Alma Feminina – Choronas (SP)
Local: Praça Floriano Peixoto - Santa Efigênia

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Fotos: Divulgação

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