Falta de água passa dos limites em BH: Álvaro Damião cobra solução da COPASA e crise expõe responsabilidade pela venda da companhia
DESTAQUECIDADEPOLÍTICA
CULPADOS! GOVERNADOR MATEUS SIMÕES E DEPUTADOS ESTADUAIS QUE VOTARAM A FAVOR DA VENDA DA COPASA!
VEJA LISTA DOS DEPUTADOS!
A falta de água em Belo Horizonte passou dos limites. Em pleno período de calor, moradores de várias regiões da capital, principalmente da Região Oeste, enfrentam dias de torneiras secas, dificuldades para realizar tarefas básicas e uma situação que já ultrapassou qualquer possibilidade de ser tratada apenas com medidas emergenciais.
Diante da crise, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, afirmou nesta quarta-feira (2) que está cobrando diretamente a Copasa e conversando com a direção da companhia para que uma solução seja encontrada o mais rápido possível.
O prefeito se reuniu com a presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, e deixou claro que Belo Horizonte precisa de uma resposta concreta. Para Damião, não é possível que a população continue convivendo com a insegurança de abrir a torneira e não encontrar água.
“Eu entendo as dificuldades da Copasa, mas nós não podemos ficar entendendo para o resto da vida”, afirmou o prefeito.
Damião também deixou claro que os caminhões-pipa enviados para atender os pontos mais críticos são apenas uma medida emergencial e não podem substituir o abastecimento regular.
O que a população precisa é de água chegando às torneiras.
“Preciso de solução na torneira das pessoas. Não é na caixa d’água delas”, resumiu o prefeito.
A Prefeitura vem disponibilizando caminhões-pipa para atender locais mais afetados, mas a dimensão do problema já demonstra que medidas paliativas não são suficientes.
A posição do prefeito é clara: a Prefeitura pode ajudar com medidas emergenciais, mas não tem como substituir a empresa responsável pelo abastecimento de água.
A população precisa ter segurança de que, ao abrir a torneira, haverá água.
A falta de água passou dos limites.
Moradores enfrentam desespero e até golpes
A crise também provocou uma corrida desesperada por caminhões-pipa.
No bairro Buritis, na Região Oeste, moradores chegaram a ser vítimas de golpes envolvendo falsas empresas que ofereciam o serviço de abastecimento. O prejuízo estimado em um dos casos chegou a aproximadamente R$ 1,2 mil.
Segundo relatos, moradores contrataram pela internet uma empresa que prometia entregar 20 mil litros de água. O pagamento foi feito antecipadamente, mas a entrega não aconteceu.
A situação teria atingido outras pessoas, com relatos de diferentes empresas falsas aproveitando o momento de desespero provocado pela falta de água.
O caso foi registrado e as vítimas também procuraram o banco na tentativa de recuperar o dinheiro. Em um dos casos, apenas R$ 11,25 teriam sido devolvidos.
O episódio demonstra o tamanho da emergência enfrentada pelos moradores.
Quando uma família chega ao ponto de procurar desesperadamente um caminhão-pipa para conseguir água, abre-se também espaço para criminosos se aproveitarem da vulnerabilidade da população.
Copasa promete normalização do abastecimento
A Copasa informou que mantém uma força-tarefa formada por equipes operacionais, de engenharia e de desenvolvimento social para atuar nos pontos afetados da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A previsão apresentada pela companhia é de que o abastecimento seja normalizado até esta quinta-feira (3).
Na Região Oeste, um dos problemas apontados está relacionado ao rompimento de uma adutora de grande porte no bairro Nova Granada, ocorrido em 19 de agosto. A ocorrência exigiu uma alteração provisória na configuração hidráulica da rede, provocando perda de vazão e oscilações de pressão, principalmente em áreas mais altas.
Mas, para quem está há dias sem água, a população quer mais do que explicações técnicas.
Quer água.
A responsabilidade política pela venda da Copasa
Ao mesmo tempo em que o prefeito cobra uma solução imediata da Copasa, a crise também reacende uma discussão que precisa ser feita em Minas Gerais: a decisão política de colocar a companhia no caminho da privatização.
O governador Mateus Simões se empenhou na venda da Copasa. E os deputados estaduais que votaram favoravelmente à privatização também precisam ser lembrados por suas decisões.
Não se pode afirmar que a atual falta de água tenha sido causada exclusivamente pelo processo de privatização ou por uma única decisão política. Os problemas técnicos precisam ser apurados e solucionados pela companhia.
Mas é legítimo questionar quais serão as consequências para a população quando uma empresa estratégica de saneamento deixa de estar sob controle estatal.
Água não é um produto qualquer.
É um serviço essencial.
É saúde, higiene, alimentação e dignidade.
Por isso, aqueles que defenderam a venda da Copasa precisam prestar contas à população sobre a decisão que tomaram.
E, diante de uma crise de abastecimento, a discussão se torna ainda mais importante.
QUEM VOTOU A FAVOR DA VENDA DA COPASA?
Os deputados estaduais de Minas Gerais aprovaram em primeiro turno o Projeto de Lei 4.380/2025, que autoriza a venda da Copasa — Companhia de Saneamento de Minas Gerais.
O placar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais ficou em 50 votos a favor e 17 contra, após cerca de duas horas de sessão.
Diante da atual crise de abastecimento, é importante que a população saiba quais parlamentares votaram favoravelmente à proposta de privatização da companhia.
Deputados estaduais que votaram a favor da privatização da Copasa:
Adalclever Lopes (PSD)
Adriano Alvarenga (PP)
Amanda Teixeira Dias (PL)
Antônio Carlos Arantes (PL)
Arlen Santiago (Avante)
Arnaldo Silva (União)
Betinho Pinto Coelho (PV)
Bim da Ambulância (Avante)
Bosco (Cidadania)
Bruno Engler (PL)
Carlos Henrique (Republicanos)
Carol Caram (Avante)
Cássio Soares (PSD)
Charles Santos (Republicanos)
Chiara Biondini (PP)
Coronel Henrique (PL)
Delegado Christiano Xavier (PSD)
Doorgal Andrada (PRD)
Doutor Paulo (PRD)
Dr. Mauricio (Novo)
Duarte Bechir (PSD)
Eduardo Azevedo (PL)
Enes Cândido (Republicanos)
Gil Pereira (PSD)
Grego da Fundação (Mobiliza)
Gustavo Santana (PL)
Gustavo Valadares (PSD)
Ione Pinheiro (União)
João Magalhães (MDB)
Leandro Genaro (PSD)
Leonídio Bouças (PSDB)
Lincoln Drummond (PL)
Lud Falcão (Pode)
Maria Clara Marra (PSDB)
Marli Ribeiro (PL)
Mauro Tramonte (Republicanos)
Nayara Rocha (PP)
Neilando Pimenta (PSB)
Noraldino Júnior (PSB)
Oscar Teixeira (PP)
Raul Belém (Cidadania)
Roberto Andrade (PRD)
Rodrigo Lopes (União)
Thiago Cota (PDT)
Tito Torres (PSD)
Zé Guilherme (PP)
Zé Laviola (Novo)
A relação acima reúne os parlamentares indicados como favoráveis à proposta.
A crise atual reforça a necessidade de discutir com transparência o futuro do saneamento em Minas Gerais. O governador Mateus Simões e os deputados que defenderam e votaram pela privatização precisam ser cobrados politicamente por suas decisões.
A população não pode continuar dependendo de caminhões-pipa, enfrentando torneiras secas ou ficando vulnerável a golpes praticados por pessoas que se aproveitam do desespero de quem está sem água.
A falta de água passou dos limites. A população precisa de água na torneira, e não de promessas.
Siga nossas matérias aqui no site: jornalsemprebh.com.br e também em nossa página no Instagram: @jornalsemprebh. Aqui e lá você encontra notícias de tudo o que está acontecendo em Belo Horizonte, em Minas Gerais e no Brasil.
Fotos: Divulgação
Related Stories
Jornal Sempre Bh Ltd © 2022
O Jornal Sempre BH capacita a geração de amanhã para um futuro mais brilhante e cheio de esperança para cada indivíduo.
Termos & Condições
Política de Privacidade
Preencha a caixa de entrada
Assine nossa newsletter e nunca perca uma história.
Nós nos importamos com seus dados em nossa política de privacidade.
Siga Nós no Instagram
Siga Nós no Instagram
(31) 99277-8018

Nós nos importamos com seus dados em nossa política de privacidade.




