JORNAL SEMPRE BH: O ÚNICO JORNAL IMPRESSO QUE CHEGA A CADA CAIXA DOS CORREIOS DOS MORADORES NO BAIRRO CASTELO.

Disputa em MG tem direita fragmentada, Pacheco em alta e incertezas sobre papel de Zema

DESTAQUECIDADEPOLÍTICA

Articulações de bastidores envolvendo Rodrigo Pacheco, Cleitinho, Nikolas Ferreira e o futuro político de Romeu Zema ampliam a indefinição na corrida pelo Governo de Minas — e correndo por fora está o ex-prefeito de BH Alexandre Kalil, que pode atrair votos da direita e da esquerda.

O cenário eleitoral de Minas Gerais para 2026 se desenha como um dos mais imprevisíveis dos últimos anos. Nos bastidores, o senador Rodrigo Pacheco amplia conversas e pode reunir apoios de partidos como PSDB, PP, PT, MDB e União Brasil, fortalecendo seu nome no campo governista e da esquerda, além de ocupar espaço relevante no centro político.

A possível consolidação desse arco de alianças, que teria incentivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, altera o equilíbrio da disputa e impõe desafios ao vice-governador Mateus Simões, apontado como herdeiro político do governador Romeu Zema.

Outro elemento que mexe no tabuleiro envolve o senador Cleitinho Azevedo. Em levantamentos recentes, Cleitinho teria aparecido à frente nas pesquisas de intenção de voto para o Governo de Minas. No entanto, nos bastidores, a leitura é de que ele optou por negociar com o grupo político atualmente no comando do Estado. A percepção entre interlocutores é que o senador teria aceitado abrir mão da disputa ao Executivo estadual para viabilizar a indicação de seu irmão, o prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo, como possível candidato a vice na chapa encabeçada por Mateus Simões. Até o momento, não há confirmação oficial sobre esse arranjo.

No campo da direita, o cenário também é de indefinição. Comentários indicam que o senador Flávio Bolsonaro defenderia o nome do deputado federal Nikolas Ferreira como aposta estratégica em Minas. Caso esse movimento avance, pode haver fragmentação do eleitorado conservador, dificultando a unificação em torno de Mateus Simões.

Mas o quadro pode mudar rapidamente. Há especulações de que, se Romeu Zema vier como candidato a vice em uma eventual chapa nacional, Mateus Simões poderia herdar apoio mais consolidado da direita em Minas Gerais. Por outro lado, se Zema optar por disputar a Presidência da República, o campo conservador mineiro pode se dividir ainda mais, criando um ambiente de disputa interna e enfraquecendo uma candidatura unificada ao governo estadual.

Outro ponto sensível envolve a área da Segurança Pública. Nos bastidores, integrantes das forças de segurança afirmam que, ao longo de quase oito anos do governo Zema, não teriam ocorrido investimentos suficientes no setor. Entre as críticas recorrentes estão salários considerados defasados, limitações estruturais e relatos de falta de combustível para viaturas. Representantes da Polícia Militar de Minas Gerais e da Polícia Civil de Minas Gerais, segundo essas manifestações, não sinalizariam apoio automático ao grupo político atualmente no comando do Estado e afirmam querer manter distância do projeto eleitoral do governo atual.

Com múltiplas articulações, ausência de definições oficiais e movimentações estratégicas em diferentes campos ideológicos, a corrida ao Palácio Tiradentes segue aberta e sujeita a mudanças rápidas no tabuleiro político mineiro.

Foto: Divulgação

Related Stories