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Deputadas da Assembleia de Minas protocolam projetos para fortalecer a proteção e os direitos das mulheres

DESTAQUECIDADEPOLÍTICA

No mês dedicado às mulheres, parlamentares mineiras se unem a uma mobilização nacional para apresentar propostas de enfrentamento à violência de gênero, combate ao feminicídio e ampliação de políticas públicas de proteção e garantia de direitos.

Durante o mês da mulher, deputadas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais se uniram a uma mobilização nacional em defesa da vida e dos direitos das mulheres. A iniciativa, promovida pelo Instituto E Se Fosse Você e pelo MELMulheres em Luta, por meio da Rede Enxame, resultou no protocolo de uma série de projetos voltados ao enfrentamento da violência de gênero e à ampliação de políticas públicas de proteção.

A mobilização surge em um contexto preocupante, marcado pelo aumento dos casos de feminicídio em todo o país. Diante dessa realidade, as parlamentares destacam a necessidade de ações concretas por parte do poder público, com políticas estruturadas, destinação de recursos e compromisso efetivo do Estado para proteger mulheres e meninas.

A proposta da articulação nacional é transformar o luto em luta, a indignação em pressão política e a dor em iniciativas legislativas capazes de promover mudanças reais na vida das mulheres. Em diferentes estados do Brasil, parlamentares estão apresentando projetos semelhantes para fortalecer a rede de proteção e ampliar direitos.

Entre as propostas protocoladas pelas deputadas mineiras estão iniciativas que buscam prevenir diferentes formas de violência e garantir suporte às mulheres que precisam reconstruir suas vidas após situações de agressão ou vulnerabilidade.

Um dos projetos cria mecanismos específicos para prevenir e combater a violência obstétrica, prática ainda enfrentada por muitas mulheres durante o atendimento em serviços de saúde. A proposta busca assegurar mais respeito, dignidade e informação às gestantes durante todo o processo de gestação, parto e pós-parto.

Outro ponto importante prevê prioridade na tramitação de processos administrativos para mulheres em situação de violência. A medida pretende agilizar atendimentos e garantir que vítimas tenham acesso mais rápido a serviços e direitos que podem ser essenciais para sua segurança.

Também está entre as propostas a reserva de vagas em programas de habitação para mulheres vítimas de violência. A iniciativa reconhece que muitas mulheres permanecem em relações abusivas por não terem condições de reconstruir suas vidas de forma independente. Ao garantir acesso à moradia, o projeto busca oferecer uma alternativa concreta de recomeço.

As deputadas também propõem a criação de programas de formação permanente para servidores públicos que atuam no atendimento à população. A ideia é ampliar a qualificação de profissionais das áreas de saúde, assistência social, segurança pública e demais serviços, fortalecendo o enfrentamento à violência de gênero e garantindo um atendimento mais humanizado às vítimas.

Outra iniciativa prevê a criação do Dia de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio em Minas Gerais. A proposta busca manter viva a memória das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência e reforçar a importância da conscientização e do combate a esse tipo de crime.

Além disso, um dos projetos estabelece medidas emergenciais de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres no estado, reforçando a necessidade de ações coordenadas entre diferentes órgãos públicos e políticas de prevenção.

Assinam as propostas as deputadas Lohanna França, Ana Paula Siqueira, Andréia de Jesus, Beatriz Cerqueira, Bella Gonçalves, Carol Caram, Maria Clara Marra, Ione Pinheiro e Lud Falcão.

A mobilização reforça o compromisso das parlamentares com a defesa da vida das mulheres e com a construção de políticas públicas capazes de enfrentar a violência de forma estruturada e permanente.

As deputadas destacam ainda que a luta pela proteção das mulheres precisa ser constante e envolver toda a sociedade, para que nenhum tipo de violência seja naturalizado.

Por nenhuma a menos.

Foto: Divulgação

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