CARNAVAL SEM VIDRO: BH reforça regras para proteger foliões e evitar acidentes na maior festa de rua da cidade
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Campanha “Carnaval é na Lata” intensifica fiscalização, orienta comerciantes e proíbe garrafas de vidro nos trajetos dos blocos para garantir mais segurança, organização e bem-estar durante todo o período da folia.
Foto: Divulgação
Belo Horizonte entra em contagem regressiva para mais um Carnaval de rua histórico e, junto com a festa, reforça as medidas para garantir a segurança de milhões de foliões. A partir desta quinta-feira (22), a cidade inicia as ações da campanha “Carnaval é na Lata”, que tem como principal objetivo reduzir riscos de acidentes e violência durante o período oficial da folia, que vai de 31 de janeiro a 22 de fevereiro.
A iniciativa aposta na conscientização de comerciantes, ambulantes e estabelecimentos localizados nos principais corredores do Carnaval, orientando sobre a venda de bebidas e alimentos apenas em recipientes seguros, como latas e copos descartáveis, e proibindo o uso de materiais perfurocortantes, especialmente garrafas de vidro, consideradas um dos maiores riscos em grandes aglomerações.
Fiscalização educativa nos trajetos dos blocos
Bares, restaurantes e comércios situados nas vias por onde passam os blocos de rua e em suas imediações estão sendo visitados por equipes de fiscalização, que realizam abordagens educativas. Durante as visitas, os fiscais fixam cartazes informativos e orientam os responsáveis sobre regras essenciais para o funcionamento durante o Carnaval.
Entre os pontos reforçados estão a proibição de eventos sem licença, a vedação à obstrução de calçadas, a impossibilidade de montagem de parklets operacionais nos dias de desfile e a instalação irregular de caixas de som em logradouros públicos. As orientações buscam garantir não apenas a segurança dos foliões, mas também a organização do espaço urbano e o direito de ir e vir da população.
Vidro proibido e regras rígidas para ambulantes
A campanha também reforça normas específicas de segurança alimentar e urbana. Está proibido o uso de objetos pontiagudos ou cortantes no serviço de alimentos, como espetos, pratos e copos de vidro. No caso dos ambulantes credenciados, as regras do Carnaval são ainda mais claras: é proibida a venda de bebidas em garrafas de vidro e de bebidas fracionadas.
O descumprimento das normas pode resultar em apreensão de mercadorias, perda do credenciamento e aplicação de multa, medidas consideradas essenciais para evitar acidentes graves, brigas e ferimentos durante os desfiles.
Educação, prevenção e cidade mais segura
A campanha “Carnaval é na Lata” faz parte do programa Fiscalizar e Educar, que prioriza ações preventivas, diálogo e orientação antes da aplicação de sanções. A proposta é fortalecer a cultura de respeito às regras e promover um Carnaval mais seguro, inclusivo e organizado.
A iniciativa também segue os princípios do conceito de Cidades Educadoras, que reconhece Belo Horizonte como um espaço de aprendizado coletivo, onde políticas públicas e educação caminham juntas para melhorar a convivência urbana e a qualidade de vida da população.
Atuação intensa durante os desfiles
Durante todo o Carnaval, equipes de fiscalização atuam em todas as regionais da cidade, atendendo demandas da população, como denúncias de eventos não licenciados, obstrução do espaço público, atuação irregular de ambulantes e funcionamento irregular de food trucks.
As ações ocorrem tanto por agendamento, a partir de solicitações feitas pelos canais oficiais de atendimento, quanto em regime de pronto atendimento, conforme a necessidade. Durante os desfiles, os fiscais acompanham as atividades para garantir a desobstrução das vias, a passagem dos blocos, a limpeza das ruas e a retomada da circulação de veículos e pedestres após o encerramento da folia, incluindo a dispersão de ambulantes.
Com as ações da campanha, Belo Horizonte aposta na prevenção para que o Carnaval siga sendo sinônimo de alegria, cultura e ocupação democrática do espaço público — sem abrir mão da segurança.

