CANETAS EMAGRECEDORAS: O fim da exclusividade da patente do Ozempic abriu uma corrida bilionária entre farmacêuticas interessadas em disputar o mercado
DESTAQUECIDADESAÚDE
O fim da exclusividade do Ozempic abriu uma corrida bilionária entre farmacêuticas interessadas em disputar o mercado das chamadas “canetas emagrecedoras”. A mudança no cenário, após anos de domínio da Novo Nordisk, promete transformar o acesso ao medicamento no Brasil.
Com a liberação para produção da semaglutida por outras empresas, a expectativa é de aumento da concorrência e, principalmente, de queda nos preços. Atualmente, o tratamento pode custar entre R$ 1.000 e R$ 1.300 por mês. Com a entrada de novos fabricantes, especialistas estimam uma redução de até 60%, o que pode levar o valor para algo entre R$ 400 e R$ 600 mensais.
Esse movimento é visto como um divisor de águas, já que deve permitir que muitos brasileiros, antes impedidos pelo alto custo, passem a ter acesso ao tratamento — seja para diabetes tipo 2 ou para controle de peso com indicação médica.
FARMACÊUTICAS DISPARAM NA DISPUTA
O novo cenário já mobiliza grandes empresas do setor farmacêutico. No Brasil, nomes como EMS, Biomm, União Química e Hypera Pharma estão entre os que avançam no desenvolvimento de medicamentos com semaglutida.
A Eurofarma também se posiciona estrategicamente no mercado, enquanto, no cenário internacional, gigantes como Dr. Reddy’s, Biocon e Cipla aceleram a produção de versões genéricas.
Essa concorrência global reforça o potencial de queda nos preços e amplia a oferta do medicamento nos próximos meses.
APROVAÇÃO AINDA É NECESSÁRIA
Apesar da corrida bilionária, os novos produtos ainda precisam passar pela análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que já recebeu diversos pedidos de registro.
Inicialmente, muitos medicamentos devem chegar como similares, e não genéricos, o que pode influenciar o ritmo da redução dos preços. Além disso, a complexidade da produção das canetas injetáveis também é um fator que pode impactar o mercado no curto prazo.
ACESSO MAIS AMPLO À SAÚDE
Mesmo com esses desafios, o principal impacto esperado é positivo: a ampliação do acesso. A semaglutida, antes restrita a uma parcela da população devido ao alto custo, pode se tornar mais acessível com a entrada de novos concorrentes.
A medida tem potencial para beneficiar milhões de brasileiros, especialmente no combate ao diabetes tipo 2 e à obesidade — problemas de saúde pública que crescem no país.
Especialistas reforçam que, apesar da maior oferta e possível redução de preços, o uso do medicamento deve sempre ser feito com acompanhamento médico.
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Foto: Divulgação





